Erro em planilha do Excel pode ter gerado medidas econômicas rígidasSegundo economistas norte-americanos, problema na utilização de fórmula pode ter criado justificativa enganosa a líderes mundiais | ||
Em "A elevada dívida pública realmente afeta o crescimento econômico?", os economistas Thomas Herndon, Michael Ash e Robert Pollin, da Universidade de Massachusetts, realizam uma crítica a outros dois estudiosos, Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff. Ambos são responsáveis pela análise "Crescimento em momentos de dívida", publicada em 2010. Nesse estudo, medidas como arrochamento do orçamento estatal e corte em gastos governamentais são expostas como solução à estagnação econômica de vários países. A relação fez da tese justificativa à austeridade orçamentária empreendida por vários líderes mundiais. A antítese proposta pelos pesquisadores norte-americanos, contudo, identifica erros em planilhas usadas por Reinhart e Rogoff. O problema está na utilização de um código que deveria agregar as fileiras de 30 a 49, mas foi inserido entre as fileiras 29 e 45. A diferença leva a alterações em cálculos para vários países representados na tabela. Os economistas da Universidade de Massachussets ainda observaram escolhas metodológicas, como a exclusão de alguns dados e atribuição de pesos diferentes a valores similares. Ao eliminar esses problemas, os pesquisadores encontraram poucas evidências a medidas austeras no orçamento público. A conclusão de Herndon, Ash e Pollin ainda reforça posições controversas levantadas pela dupla de economistas, colocando a dívida pública como causa, e não consequência, da estagnação econômica mundial. |